Esperei nas fileiras de uma noite mal dormida,
Não apareceste.
Esperei-te nos campos perdidos da paisagem de um quadro
Nunca chegaste.
Hoje, esquecida de ti,
Volves-me a alma e o pensamento
Os distúrbios de outrora assolam-me
E eu sinto a impotência em mim.
Porque me convidas para entrar no teu mundo
Se depois me fechas a porta?
Porque acordas o que eu,
A tanto custo,
Deixei adormecer em mim?
Porque é q a porta fechada
Está envolta na ilusão da sua abertura?
Porque…
Porque sim!
Porque não!
Porque talvez!
Talvez amanhã, ao acordar, me dês a resposta!
"Há palavras que nos beijam" (Alexandre O'Neill), que nos tocam que nos marcam, que nos transformam...
Textos, pretextos e contextos pretende ser um blogue de palavras...palavras sentidas, vividas ou, apenas, ditas. Pretende, também, ser um blogue de transformações...em mim e em quem o lê. Como dizia Fernando Pessoa, "Sentir? Sinta quem lê!"
Textos, pretextos e contextos pretende ser um blogue de palavras...palavras sentidas, vividas ou, apenas, ditas. Pretende, também, ser um blogue de transformações...em mim e em quem o lê. Como dizia Fernando Pessoa, "Sentir? Sinta quem lê!"
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Hoje sinto-me sozinha,
Jogada na lixeira da solidão,
Maltratada pela palavra “só”,
Espezinhada por todos aqueles que não me encontraram a tempo.
Hoje sinto-me inútil,
Sem forças, sem certezas, sem palavras.
Escondida no beco que ninguém conhece
No escuro que eu também não conheço.
Amanhã sentir-me-ei serena
Despojada dos sentimentos de hoje
Porque te encontrarei
Na luz da manhã do convívio
Porque o hoje já será passado e não se encontrará na minha memória
Porque a minha memória só retém a companhia de todos os dias.
A solidão ficará retida no esquecimento de sempre
E eu não saberei nunca o que é viver só.
Jogada na lixeira da solidão,
Maltratada pela palavra “só”,
Espezinhada por todos aqueles que não me encontraram a tempo.
Hoje sinto-me inútil,
Sem forças, sem certezas, sem palavras.
Escondida no beco que ninguém conhece
No escuro que eu também não conheço.
Amanhã sentir-me-ei serena
Despojada dos sentimentos de hoje
Porque te encontrarei
Na luz da manhã do convívio
Porque o hoje já será passado e não se encontrará na minha memória
Porque a minha memória só retém a companhia de todos os dias.
A solidão ficará retida no esquecimento de sempre
E eu não saberei nunca o que é viver só.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Sinto que me faltas
Nas horas intermináveis desta espera
Que não estava combinada.
Sinto que me faltas
Nas noites que procuro por ti
Sem saberes do meu desejo.
Sinto que não vens
Dar resposta aos meus anseios
E aos meus devaneios.
Sinto que não vens
Alongar os minutos da minha existência.
Sinto que te espero
Sem esperar a tua vinda.
Sinto que te quero
Sem querer o teu querer.
Sinto...
Não! Não sinto...
Quero...
Não! Não quero...
Desejo...
Não! Não desejo...
Não! Não quero sentir que te desejo.
Nas horas intermináveis desta espera
Que não estava combinada.
Sinto que me faltas
Nas noites que procuro por ti
Sem saberes do meu desejo.
Sinto que não vens
Dar resposta aos meus anseios
E aos meus devaneios.
Sinto que não vens
Alongar os minutos da minha existência.
Sinto que te espero
Sem esperar a tua vinda.
Sinto que te quero
Sem querer o teu querer.
Sinto...
Não! Não sinto...
Quero...
Não! Não quero...
Desejo...
Não! Não desejo...
Não! Não quero sentir que te desejo.
domingo, 20 de abril de 2008
Final?
No final do tempo
A minha ansiedade perturbou os limites da razão
O meu querer desenfreado sangrou numa resposta proibida.
A voz que devia soar na intermitência de uma madrugada
Cessou e não brilhou numa espera (in)acabada.
Restaram as palavras não ditas,
Os gestos por conhecer,
As esperanças por acreditar.
Perdeu-se o teu sentido
O sentido que criei para nós
E por nós
Ficarás na eternidade do meu desejo
No dilúvio dos meus “quereres”
E eu não esperarei jamais por ti!
A minha ansiedade perturbou os limites da razão
O meu querer desenfreado sangrou numa resposta proibida.
A voz que devia soar na intermitência de uma madrugada
Cessou e não brilhou numa espera (in)acabada.
Restaram as palavras não ditas,
Os gestos por conhecer,
As esperanças por acreditar.
Perdeu-se o teu sentido
O sentido que criei para nós
E por nós
Ficarás na eternidade do meu desejo
No dilúvio dos meus “quereres”
E eu não esperarei jamais por ti!
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Fragmentos
Fragmentos da última aula de Educação e Multiculturalismo
Lágrima de preta
Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

Lágrima de preta
Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhei-a de um lado,

do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
António Gedeão
“Perder a memória do passado é para o presente falhar o futuro” – Eduardo Lourenço

Provérbio Indiano:
“Paus tortos dão chamas direitas.”
“Paus tortos dão chamas direitas.”
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Pretextos
Silêncio
Pesa, pesa, pesa
A noite não termina nunca,
As horas passam no compasso dos minutos intermináveis
Tocar-te no escuro da noite
Na ilusão do dia
Na fugacidade dos bancos do comboio.
Silêncio
Perdura, perdura, perdura
A tua voz soa
Ao fundo
Inaudível
Quebra, quebra, quebra
Quero ouvir-te
Soa!
Pesa, pesa, pesa
A noite não termina nunca,
As horas passam no compasso dos minutos intermináveis
Tocar-te no escuro da noite
Na ilusão do dia
Na fugacidade dos bancos do comboio.
Silêncio
Perdura, perdura, perdura
A tua voz soa
Ao fundo
Inaudível
Quebra, quebra, quebra
Quero ouvir-te
Soa!